Tre-df ordena identificação de perfis em ação movida por Paula Belmonte

TRE-DF determina que Meta identifique perfis que atacaram a candidata Paula Belmonte em ação por ofensas e desqualificação de gênero.

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Tre-df ordena identificação de perfis em ação movida por Paula Belmonte
LUIS NOVA / METRÓPOLES

Resumo

TRE-DF determina que Meta identifique perfis que atacaram a candidata Paula Belmonte em ação por ofensas e desqualificação de gênero.

Justiça eleitoral busca responsáveis por ataques digitais

O Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal (TRE-DF) emitiu uma decisão determinante neste sábado (3/10) no âmbito de uma representação movida pela campanha da candidata Paula Belmonte (PSDB). A Justiça ordenou que a Meta, empresa responsável por plataformas como Instagram e Facebook, forneça em até 24 horas os dados cadastrais completos dos responsáveis por dois perfis que teriam veiculado conteúdos ofensivos contra a tucana.

A medida judicial, assinada pelo juiz auxiliar Rafael Moreira Mota, exige que a companhia entregue informações como nome completo, CPF ou CNPJ, endereço, e-mail e telefone vinculados às contas sob investigação. A decisão visa garantir a identificação dos autores das publicações para que o processo siga os trâmites legais, permitindo que os citados apresentem defesa em um prazo de dois dias.

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Contexto da representação e alegações de violência política

A ação judicial foi motivada por publicações que circularam nas redes sociais durante o período eleitoral. Segundo a representação apresentada pela defesa de Paula Belmonte, um dos perfis teria compartilhado um vídeo sobre a campanha da candidata ao Governo do Distrito Federal (GDF), enquanto o segundo perfil teria utilizado o espaço de comentários para publicar imagens e mensagens com o objetivo de desqualificá-la.

A defesa da candidata argumenta que o conteúdo das postagens configura ataques pessoais direcionados à sua condição de mulher, o que, segundo a advogada Priscilla Sodré, não pode ser naturalizado no debate democrático. A estratégia jurídica busca combater o que a campanha classifica como uma tentativa de deslegitimação baseada em preconceitos de gênero.

O papel da justiça no combate à desinformação

O caso reforça o papel da Justiça Eleitoral no monitoramento de conteúdos digitais que ultrapassam os limites da liberdade de expressão e adentram o campo da violência política. A identificação dos responsáveis por perfis anônimos ou pseudônimos é um dos maiores desafios enfrentados pelos tribunais brasileiros, que têm exigido maior colaboração das plataformas de tecnologia para coibir abusos durante o pleito.

Para a equipe jurídica de Paula Belmonte, a decisão é um passo fundamental para que o mérito da representação seja julgado com transparência. A expectativa é que, uma vez identificados, os responsáveis respondam pelas postagens conforme a legislação vigente. A Justiça Eleitoral mantém o rigor na fiscalização de conteúdos que possam ferir a honra dos candidatos ou desequilibrar a disputa eleitoral através de campanhas difamatórias.

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